01 outubro, 2009

Data de Expiração

Tenho o meu mundo ao contrário.
Ou devo ter...
A minha gravidade está completamente
Desregulada.
Voo em pensamento, voo fora dele, voo
Para bem longe daqui.
Aqui o que me sobra é vislumbrar-te ao longe,
E tentar.
Pareces ter tanto para me dizer, portanto, porque
É que não dizes? Pareces prestes a revelar-me o
Teu mundo. Então porque não revelas?
Tudo está reduzido a cinzas nesta altura.
Porque todas as coisas boas acabam.
Têm um fim, uma data de expiração.
Porque é que é assim?
Subitamente, encontro-me num realidade diferente.
E procuro por ti, mas por alguma razão inconcebível,
Não estás lá! Ajudas-me a perceber porquê?
Tu és tu, eu sou eu. Se não fosse assim, não era justo.
Mas eu nunca te pedi para seres aquilo que eu queria que fosses.
Apenas te pedi que tentasses. Eu senti-me impotente ao ver-te,
Sem poder fazer nada, só te pedi para tentares.
Bato as asas e procuro um novo lar. Onde possa aprender tudo
Aquilo que me falta saber.
Ensinas-me? Ajudas-me a perceber o porquê?
Porque é que todas as coisas boas chegam ao fim. Porque é que
Não aproveitamos todos os momentos que vivemos.
Nunca se sabe se a seguir vem uma tempestade, para destruir tudo
O que tão pacientemente construímos.
A minha separou-me de ti e afundou o que tínhamos construído.
Tudo o que eu fiz foi tentar, e pedi-te que tentasses. Fizeste isso?
Tentaste?

2 comentários:

Diogo Garcia disse...

Não, não tentou. É pena. Mas tu continuas a escrever lindamente, e mais uma vez adorei este poema. Gostei do título. Adorei-O .
Continua a escrever bem e a fazer algo por ti e por todos.
Às vezes só é pena não ser escutados\lidos por quem queremos.

Rita Costa disse...

amei este poema bebe , concordo mais uma vez com o Diogo , é pena por vezes nao seres escutada por qem qeres , e qem tinha qe "ouvir" isto !
continua baby , qando precisares de mim estarei aqi pra te ajudar :)
beijinhos Rita