Does anybody know how to hold my heart?
For real, not just temporarily. Not just pretending to hold it, long enough to drop it on the floor, right in front of me.
Not even I can know for sure. How could I? It's always changing, sometimes so strong and guarded that no one is allowed to enter. So strong that amazes me, so strong that is unreachable to strangers.
Other times, it's so fragile that I'm afraid it breaks just by beating. So desperate for something more that the walls I created soon fall apart. So vulnerable that tears fill my eyes by just the thought of simple things like being alone, by an existence so empty of meaning that no one would even notice I was here one day. By the lack of truth in people's lives these days, by the loss of good values, by the huge loss of all kind of important things that don't seem to matter anymore.
Did I get lost in between? One day I woke up and things were different? Or was it growing without me knowing about it?
Either way, I find myself confused about things I wasn't. That I shouldn't be. That I'd never even thought about, before.
Am I growing? Is it growth that's affecting me? It may be. Does growth make everything look bigger, darker and scarier? Yeah...I think so.
It's just...Every night I get in my bed and before I can fall asleep, I close my eyes and all these images and colours and thoughts run through my mind. Scary ones, happy ones. But both of them fill me with a mixture of despair and anxiety to live. Not sure if it's a good mixture, but I feel it in my heart. I feel it. And I have to think about other things, easier ones to let my brain rest.
Even my dreams are corrupted with the real world. I am not allowed to dream about my own. Not anymore. Can't pretend no more that hope solves things, that the truth is pretty. That the reality isn't cruel. That life, is like we wanted it to be.
How do we find the balance between the fear and hapiness? Do we have to share it with the people that love us? Or do we keep it to ourselves?
Maybe all we need to find is someone we can trust. Someone who is right for us. Someone who can, by the end of the day, hold our heart.
Does anybody know how? Can't I don't want to let go, too soon.
To be continued...
31 agosto, 2010
24 agosto, 2010
This is not a love story. It's a story about love. (1)
People often spend their lives trying to find, define and quantify love.
Are any of those three possible? I couldn't say.
I'm not one of them, trying to achieve by words, something that doesn't make any sense or follows normal rules. There are no rules in love, except the ones from the heart.
We know love can be difficult and hardworking.
It leads us through pain, loneliness and mourning, satisfaction, hapiness and euphoria while doubt and jealousy take control in a gigantic spiral of restlessness.
Have I felt like that? Maybe once, but not really.
I never felt my heart jumping in my throat,
I never felt anxious butterflies trying to escape from my stomach,
I never felt an electric shock from toe to head just by touching someone.
I never felt my world stopping and falling apart just by looking at someone!
Yeah... I know. How can I be sure that those are the real symptoms of love?
The answer is strangely simple: I'm not. I can't be sure.
By now, I don't know anything. Not about love anyway.
I had big plans about this text. About the message I wanted to send, about the spirit of it. To spread the word that love is a great thing. That all you really need is love. But then, I started watching that theory coming undone right in front of me. That great love of mine only brings pain and destruction...
I'm not even sure if I believe in love, now, but the truth is...I don't know.
It's alway messy and hard.
I wanna believe though! I do! Just can't be sure if I should.
Until then, I'll have to search and learn more about it.
Will I be able?
To be continued...
Are any of those three possible? I couldn't say.
I'm not one of them, trying to achieve by words, something that doesn't make any sense or follows normal rules. There are no rules in love, except the ones from the heart.
We know love can be difficult and hardworking.
It leads us through pain, loneliness and mourning, satisfaction, hapiness and euphoria while doubt and jealousy take control in a gigantic spiral of restlessness.
Have I felt like that? Maybe once, but not really.
I never felt my heart jumping in my throat,
I never felt anxious butterflies trying to escape from my stomach,
I never felt an electric shock from toe to head just by touching someone.
I never felt my world stopping and falling apart just by looking at someone!
Yeah... I know. How can I be sure that those are the real symptoms of love?
The answer is strangely simple: I'm not. I can't be sure.
By now, I don't know anything. Not about love anyway.
I had big plans about this text. About the message I wanted to send, about the spirit of it. To spread the word that love is a great thing. That all you really need is love. But then, I started watching that theory coming undone right in front of me. That great love of mine only brings pain and destruction...
I'm not even sure if I believe in love, now, but the truth is...I don't know.
It's alway messy and hard.
I wanna believe though! I do! Just can't be sure if I should.
Until then, I'll have to search and learn more about it.
Will I be able?
To be continued...
21 agosto, 2010
Ao longe o mar
Hoje o dia esteve cinzento.
O céu coberto de nuvens e
Nem vestígio do sol.
Teria sido um dia perfeito,
Não fosse o facto do calor infernal
Me causar um entorpecimento
Que me deixa sem forças ou vontade.
A janela está completamente aberta
Mas nem uma brisa chega para baixar
A temperatura da minha pele que queima,
Pedindo, implorando por arrefecimento urgente.
A lua sorri-me em sinal de agradecimento.
É que hoje, eu matei o sol.
Matei-o, mas não me arrependo.
E o vento? O vento...
Esse não chega, nunca mais chega.
Começo a ficar impaciente.
Este calor de outro mundo
Já-me está a gastar, está-me
A dividir em pedaços.
Consigo mesmo sentir a água a evaporar-se,
A deixar o meu corpo através dos meus poros.
Não tarda, também eu sou vapor.
Saio de casa, o ambiente continua denso.
Sinto-me perdida, sem destino, com necessidade
De nadar pelo meio deste calor palpável.
Mas subitamente ouço-o à distância.
É o meu farol, a minha salvação.
Corro para o alcançar.
Corro até deixar as minhas pernas para trás.
A noite é acolhedora, apesar de escura.
Trás-me um sentimento de paz e felicidade,
Bem como de gratidão da lua que agora me guia
Para que eu possa atingir a única coisa que de momento
me move.
Já posso até imaginar...
As rochas, a areia e ao longe, o mar.
O céu coberto de nuvens e
Nem vestígio do sol.
Teria sido um dia perfeito,
Não fosse o facto do calor infernal
Me causar um entorpecimento
Que me deixa sem forças ou vontade.
A janela está completamente aberta
Mas nem uma brisa chega para baixar
A temperatura da minha pele que queima,
Pedindo, implorando por arrefecimento urgente.
A lua sorri-me em sinal de agradecimento.
É que hoje, eu matei o sol.
Matei-o, mas não me arrependo.
E o vento? O vento...
Esse não chega, nunca mais chega.
Começo a ficar impaciente.
Este calor de outro mundo
Já-me está a gastar, está-me
A dividir em pedaços.
Consigo mesmo sentir a água a evaporar-se,
A deixar o meu corpo através dos meus poros.
Não tarda, também eu sou vapor.
Saio de casa, o ambiente continua denso.
Sinto-me perdida, sem destino, com necessidade
De nadar pelo meio deste calor palpável.
Mas subitamente ouço-o à distância.
É o meu farol, a minha salvação.
Corro para o alcançar.
Corro até deixar as minhas pernas para trás.
A noite é acolhedora, apesar de escura.
Trás-me um sentimento de paz e felicidade,
Bem como de gratidão da lua que agora me guia
Para que eu possa atingir a única coisa que de momento
me move.
Já posso até imaginar...
As rochas, a areia e ao longe, o mar.
11 agosto, 2010
Fearless
Sim, já tive o mundo a meus pés, durante um momento, num determinado dia.
Mas já me senti no topo do mundo mais vezes. Talvez não vezes suficientes.
Quem é que dispensaria uma oportunidade dessas? Quem é que não quereria ser, ou pelo menos sentir-se senhor do universo, rei de tudo o que existe?
Eu sei a resposta a essa pergunta. Eu. Eu, a eterna sonhadora que nunca sonha muito alto com medo de cair. Aquela que quer muito alcançar os céus, mas que ao mesmo tempo fica presa ao chão pelo medo da própria subida. E também da queda.
Eu sou a rainha de nada, porque todas as coisas que possuo não são reais, não passam de imaginação e tudo o que sonho permanece como ténue esperança de que a vida mude sem eu lhe fazer nada.
Como uma pessoa muito especial, importante e talentosa escreveu há bem pouco tempo, os que só se atrevem a sonhar, sem querer passar do voo rasteiro, são os mais cobardes. São aqueles que recebem menos coisas que a vida tem para oferecer.
Eu não quero ser assim... Não quero fugir do que quero, não quero correr na direcção oposta do amor, não quero ter medo de ser feliz. Não posso ter medo de ser feliz.
Não posso deixar a insegurança e o medo, o perigo e o inesperado fechados num cofre afastado de mim. Não posso, nem quero.
Não quero fazer tudo o que sonho só na minha cabeça, só porque lá tudo é seguro e simples e não me posso magoar.
Só porque lá o meu coração não pode ser apunhalado com dor, não quer dizer que na realidade ele o seja.
E se continuar a viver a vida em segundo plano, escondida atrás de mecanismos de defesa, o meu coração vai mesmo diminuir, envenenado com arrependimento e dúvida.
Tenho tanto receio de cometer erros, que às vezes, cometo o pior de todos.
Sim, eu já tive o mundo a meus pés. Senti-me gigante e capaz de mudar tudo, incluindo a minha pessoa.
Hoje, passado tanto tempo, consegui finalmente soltar-me aos poucos das amarras que ainda me prendiam ao cais da vida, e agora estou pronta a seguir o meu caminho, voando pelas nuvens, sem medo.
Mas já me senti no topo do mundo mais vezes. Talvez não vezes suficientes.
Quem é que dispensaria uma oportunidade dessas? Quem é que não quereria ser, ou pelo menos sentir-se senhor do universo, rei de tudo o que existe?
Eu sei a resposta a essa pergunta. Eu. Eu, a eterna sonhadora que nunca sonha muito alto com medo de cair. Aquela que quer muito alcançar os céus, mas que ao mesmo tempo fica presa ao chão pelo medo da própria subida. E também da queda.
Eu sou a rainha de nada, porque todas as coisas que possuo não são reais, não passam de imaginação e tudo o que sonho permanece como ténue esperança de que a vida mude sem eu lhe fazer nada.
Como uma pessoa muito especial, importante e talentosa escreveu há bem pouco tempo, os que só se atrevem a sonhar, sem querer passar do voo rasteiro, são os mais cobardes. São aqueles que recebem menos coisas que a vida tem para oferecer.
Eu não quero ser assim... Não quero fugir do que quero, não quero correr na direcção oposta do amor, não quero ter medo de ser feliz. Não posso ter medo de ser feliz.
Não posso deixar a insegurança e o medo, o perigo e o inesperado fechados num cofre afastado de mim. Não posso, nem quero.
Não quero fazer tudo o que sonho só na minha cabeça, só porque lá tudo é seguro e simples e não me posso magoar.
Só porque lá o meu coração não pode ser apunhalado com dor, não quer dizer que na realidade ele o seja.
E se continuar a viver a vida em segundo plano, escondida atrás de mecanismos de defesa, o meu coração vai mesmo diminuir, envenenado com arrependimento e dúvida.
Tenho tanto receio de cometer erros, que às vezes, cometo o pior de todos.
Sim, eu já tive o mundo a meus pés. Senti-me gigante e capaz de mudar tudo, incluindo a minha pessoa.
Hoje, passado tanto tempo, consegui finalmente soltar-me aos poucos das amarras que ainda me prendiam ao cais da vida, e agora estou pronta a seguir o meu caminho, voando pelas nuvens, sem medo.
09 agosto, 2010
Ensaio sobre a cegueira
«Prayin' to stay in your arms just until I can die a little longer»
Deverei fingir que não vejo? Deverei ignorar a realidade do que se passa à minha volta?
Do que é que esperam? Satisfaçam as vossas necessidades, façam o que têm a fazer.
Mintam, enganem, matem, roubem. Encontrem abrigo no pecado porqu
e ele, dá-vos energia para continuarem a vossa busca de se saciarem.
Realizam sacrifícios em altares sagrados com a vossa sede de poder negro corrompido. Banham-se no sangue dos inocentes, num delírio vampiresco que vos leva ao êxtase, ao limite.
A pulsação aumenta...O ar entra e sai mais vezes...E vocês só conseguem rezar para que o momento de antecipação acabe. Que a tortura chegue ao fim.
Que comece o deleite nos corpos quentes de outros, que comece a satisfação que a carne fresca vos trás ao que chamam alma.
Deverei ficar cega, só para não ver? Só para não assistir ao vosso espectáculo mórbido que vos mantém vivos, à custa de outros serem contaminados?
De apodrecerem por dentro, lentamente.
São os vossos fantoches, não passam disso. Simples e meras peças no vosso grandioso jogo doentio que me faz querer arrancar os olhos com os meus próprios dedos.
Eu até posso ficar cega, mas vocês já o são, quando não vêem no que se tornou a vossa vida...Ou a falta dela.
Parecem mortos, ainda vivos, que apenas vivem para encontrar esse elixir que vos preenche. Caçam-no como predadores natos.
Mas vai chegar um dia, eventualmente, em que nem o mais doce néctar vos irá dar alento. Ele vai chegar!
E aí, o que vão fazer? Vão abrir os olhos, e vão saber o que eu senti quando também eu acordei desse sonho grotesco. Vão querer cegar e apagar da vossa memória todos os rituais repulsivos. Vão querer a redenção de um dia terem gostado tanto do sabor do pecado.
De terem agido como seres animalescos, por terem repetido as vossas acções, sem pensar nas consequências.
Eu sei que é esse o caminho. Eu sei que esta é a minha confissão.
A confissão de quem já foi cega, de quem não pensou em nada mais do que mais e de quem, agora mais morta que viva, aguarda pela redenção da minha alma, ou pela punição infernal.
Que comece o jogo.....!
Deverei fingir que não vejo? Deverei ignorar a realidade do que se passa à minha volta?
Do que é que esperam? Satisfaçam as vossas necessidades, façam o que têm a fazer.
Mintam, enganem, matem, roubem. Encontrem abrigo no pecado porqu
e ele, dá-vos energia para continuarem a vossa busca de se saciarem.Realizam sacrifícios em altares sagrados com a vossa sede de poder negro corrompido. Banham-se no sangue dos inocentes, num delírio vampiresco que vos leva ao êxtase, ao limite.
A pulsação aumenta...O ar entra e sai mais vezes...E vocês só conseguem rezar para que o momento de antecipação acabe. Que a tortura chegue ao fim.
Que comece o deleite nos corpos quentes de outros, que comece a satisfação que a carne fresca vos trás ao que chamam alma.
Deverei ficar cega, só para não ver? Só para não assistir ao vosso espectáculo mórbido que vos mantém vivos, à custa de outros serem contaminados?
De apodrecerem por dentro, lentamente.
São os vossos fantoches, não passam disso. Simples e meras peças no vosso grandioso jogo doentio que me faz querer arrancar os olhos com os meus próprios dedos.
Eu até posso ficar cega, mas vocês já o são, quando não vêem no que se tornou a vossa vida...Ou a falta dela.
Parecem mortos, ainda vivos, que apenas vivem para encontrar esse elixir que vos preenche. Caçam-no como predadores natos.
Mas vai chegar um dia, eventualmente, em que nem o mais doce néctar vos irá dar alento. Ele vai chegar!
E aí, o que vão fazer? Vão abrir os olhos, e vão saber o que eu senti quando também eu acordei desse sonho grotesco. Vão querer cegar e apagar da vossa memória todos os rituais repulsivos. Vão querer a redenção de um dia terem gostado tanto do sabor do pecado.
De terem agido como seres animalescos, por terem repetido as vossas acções, sem pensar nas consequências.
Eu sei que é esse o caminho. Eu sei que esta é a minha confissão.
A confissão de quem já foi cega, de quem não pensou em nada mais do que mais e de quem, agora mais morta que viva, aguarda pela redenção da minha alma, ou pela punição infernal.
Que comece o jogo.....!
August Moon
«My heart beat, not anymore»
Estou aqui debaixo da lua de Agosto.
Esta lua branca e cheia que me devia encher de alegria,
Mas em vez disso, presencia o meu choque. O meu desgosto.
Estou aqui a ver o que nunca esperei ver, a sentir o que nunca quis sequer imaginar sentir.
Estou parada, imóvel, sem poder pestanejar porque sempre que fecho os meus olhos, imagens assaltam-me o espírito. Sem conseguir respirar, sem conseguir sentir.
Afinal o que faço eu aqui? Porque é que cá vim, neste dia, a esta hora?
Devo estar louca e já nem percebo como é que o mundo não parou. Eu sei que o meu o fez...
O que fiz para merecer isto, para acabar aqui sozinha, numa noite amena de um mês tórrido, onde uma simples aragem me faz querer levantar voo, onde uma simples janela janela me faz querer gritar até ferir a garganta...uma janela que só me deixa com nada mais do que desespero e angústia profunda a brotarem do meu coração como uma fonte que nunca pára de correr.
Para que é que aqui vim?
Caminho na penumbra para evitar ser vista. As lágrimas talvez me caiam, mas eu nem as sinto. As pessoas continuam a viver ruidosamente, mas eu mal as ouço.
Estou atordoada, dormente. Sinto sintomas de dúvida a percorrem-me o corpo como ondas de choque que me prendem ao chão, estática, durante segundos.
O que fui lá fazer?? Rio-me bem alto...Fui lá saber a verdade! Fui lá ver, com os mesmos olhos que outrora se reflectiram nos teus, a realidade crua que não vi durante muito tempo.
Estou aqui debaixo desta lua de Agosto que compreende a minha dor, com um céu negro a fazer de pano de fundo, engolindo-me com a sua escuridão, apagando-me do que já não existe.
Estou aqui, debaixo da lua de Agosto, vazia e sozinha.
«And I pray sleep comes soon»
Estou aqui debaixo da lua de Agosto.
Esta lua branca e cheia que me devia encher de alegria,
Mas em vez disso, presencia o meu choque. O meu desgosto.
Estou aqui a ver o que nunca esperei ver, a sentir o que nunca quis sequer imaginar sentir.
Estou parada, imóvel, sem poder pestanejar porque sempre que fecho os meus olhos, imagens assaltam-me o espírito. Sem conseguir respirar, sem conseguir sentir.
Afinal o que faço eu aqui? Porque é que cá vim, neste dia, a esta hora?
Devo estar louca e já nem percebo como é que o mundo não parou. Eu sei que o meu o fez...
O que fiz para merecer isto, para acabar aqui sozinha, numa noite amena de um mês tórrido, onde uma simples aragem me faz querer levantar voo, onde uma simples janela janela me faz querer gritar até ferir a garganta...uma janela que só me deixa com nada mais do que desespero e angústia profunda a brotarem do meu coração como uma fonte que nunca pára de correr.
Para que é que aqui vim?
Caminho na penumbra para evitar ser vista. As lágrimas talvez me caiam, mas eu nem as sinto. As pessoas continuam a viver ruidosamente, mas eu mal as ouço.
Estou atordoada, dormente. Sinto sintomas de dúvida a percorrem-me o corpo como ondas de choque que me prendem ao chão, estática, durante segundos.
O que fui lá fazer?? Rio-me bem alto...Fui lá saber a verdade! Fui lá ver, com os mesmos olhos que outrora se reflectiram nos teus, a realidade crua que não vi durante muito tempo.
Estou aqui debaixo desta lua de Agosto que compreende a minha dor, com um céu negro a fazer de pano de fundo, engolindo-me com a sua escuridão, apagando-me do que já não existe.
Estou aqui, debaixo da lua de Agosto, vazia e sozinha.
«And I pray sleep comes soon»
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