«My heart beat, not anymore»
Estou aqui debaixo da lua de Agosto.
Esta lua branca e cheia que me devia encher de alegria,
Mas em vez disso, presencia o meu choque. O meu desgosto.
Estou aqui a ver o que nunca esperei ver, a sentir o que nunca quis sequer imaginar sentir.
Estou parada, imóvel, sem poder pestanejar porque sempre que fecho os meus olhos, imagens assaltam-me o espírito. Sem conseguir respirar, sem conseguir sentir.
Afinal o que faço eu aqui? Porque é que cá vim, neste dia, a esta hora?
Devo estar louca e já nem percebo como é que o mundo não parou. Eu sei que o meu o fez...
O que fiz para merecer isto, para acabar aqui sozinha, numa noite amena de um mês tórrido, onde uma simples aragem me faz querer levantar voo, onde uma simples janela janela me faz querer gritar até ferir a garganta...uma janela que só me deixa com nada mais do que desespero e angústia profunda a brotarem do meu coração como uma fonte que nunca pára de correr.
Para que é que aqui vim?
Caminho na penumbra para evitar ser vista. As lágrimas talvez me caiam, mas eu nem as sinto. As pessoas continuam a viver ruidosamente, mas eu mal as ouço.
Estou atordoada, dormente. Sinto sintomas de dúvida a percorrem-me o corpo como ondas de choque que me prendem ao chão, estática, durante segundos.
O que fui lá fazer?? Rio-me bem alto...Fui lá saber a verdade! Fui lá ver, com os mesmos olhos que outrora se reflectiram nos teus, a realidade crua que não vi durante muito tempo.
Estou aqui debaixo desta lua de Agosto que compreende a minha dor, com um céu negro a fazer de pano de fundo, engolindo-me com a sua escuridão, apagando-me do que já não existe.
Estou aqui, debaixo da lua de Agosto, vazia e sozinha.
«And I pray sleep comes soon»
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