«Setting fire to yesterday, find the light, find the light, find the light»
Apercebo-me desta sensação que carrego comigo. Ela é-me familiar.
Sinto-me inundada por este sentimento antigo. Fazia parte de mim.
E depois deixou-me? Pensei que tinha ido, para não mais voltar.
Mas aqui estamos uma vez mais, a olhar-nos frente a frente.
Apetece-me abraçá-la. Apetece-me contê-lo, mantê-lo comigo.
Esta instabilidade ligeiramente decidida, esta tristeza suave,
Quase agradável...Esta bonita dor que sustive por tanto tempo.
Que realidade mais surreal - quase me sinto feliz por a ter de volta.
Voltaste para mim. Vou acarinhar-te, pedaço de mim que está dorido.
Vou manter-te a salvo, pedaço destroçado, que sofre ainda hoje.
Talvez tenhas renascido com as lembranças do passado,
Vindo à tona devido à mágoa trazida ao de cima, como uma pequena folha.
Abri a janela do passado e não há forma de a fechar.
Nem eu a quero fechar, não vale a pena esquecer aquilo que não quer ser esquecido.
Aquilo que não pode ser esquecido por mim. E esta certeza traz-me tranquilidade.
E é nesta velha memória de melancolia, a minha melancolia, que me encaro assim.
É como se estivesse a experienciar uma nova vivência.
Uma que é minha, mas não é, ao mesmo tempo. Sou eu adulta, de presente,
Mas sou também a criança que outrora houve. A criança silenciada.
E escuto. À espera que o silêncio me traga sossego. E um final, por ora mais feliz.
De dentro do silêncio vêm estas palavras, tão sagradas para mim.
Já me guiaram um dia, e voltam a guiar de novo. Quando mais preciso.
Não hesito, abro também a porta. Abro todas as janelas, deixo o sol entrar.
Agora que dei este passo, não consigo voltar atrás. Permito-me sentir isto.
E fico feliz. E aliviada - preciso de sentir isto. Vai ser bom para mim.
Vai-me permitir ver o que não vi por muito tempo.
A dor ficou por algum motivo, por muito que a tentasse trancar.
Agora, de novo em frente a ela, encarando-a na sua plenitude,
Vejo quão bonita ela pode ser...
Sinto-me inundada por este sentimento antigo. Fazia parte de mim.
E depois deixou-me? Pensei que tinha ido, para não mais voltar.
Mas aqui estamos uma vez mais, a olhar-nos frente a frente.
Apetece-me abraçá-la. Apetece-me contê-lo, mantê-lo comigo.
Esta instabilidade ligeiramente decidida, esta tristeza suave,
Quase agradável...Esta bonita dor que sustive por tanto tempo.
Que realidade mais surreal - quase me sinto feliz por a ter de volta.
Voltaste para mim. Vou acarinhar-te, pedaço de mim que está dorido.
Vou manter-te a salvo, pedaço destroçado, que sofre ainda hoje.
Talvez tenhas renascido com as lembranças do passado,
Vindo à tona devido à mágoa trazida ao de cima, como uma pequena folha.
Abri a janela do passado e não há forma de a fechar.
Nem eu a quero fechar, não vale a pena esquecer aquilo que não quer ser esquecido.
Aquilo que não pode ser esquecido por mim. E esta certeza traz-me tranquilidade.
E é nesta velha memória de melancolia, a minha melancolia, que me encaro assim.
É como se estivesse a experienciar uma nova vivência.
Uma que é minha, mas não é, ao mesmo tempo. Sou eu adulta, de presente,
Mas sou também a criança que outrora houve. A criança silenciada.
E escuto. À espera que o silêncio me traga sossego. E um final, por ora mais feliz.
De dentro do silêncio vêm estas palavras, tão sagradas para mim.
Já me guiaram um dia, e voltam a guiar de novo. Quando mais preciso.
Não hesito, abro também a porta. Abro todas as janelas, deixo o sol entrar.
Agora que dei este passo, não consigo voltar atrás. Permito-me sentir isto.
E fico feliz. E aliviada - preciso de sentir isto. Vai ser bom para mim.
Vai-me permitir ver o que não vi por muito tempo.
A dor ficou por algum motivo, por muito que a tentasse trancar.
Agora, de novo em frente a ela, encarando-a na sua plenitude,
Vejo quão bonita ela pode ser...