
Comecei a apanhar os restos do meu coração.
Recriei os alicerces e as fundações que o tornavam funcional.
Tive cuidado a remendar o tecido frágil que o protege.
Cada dia que passa, ele torna-se mais resistente, de novo.
Estou já a habituar-me à tua falta quando chegas e me
Trazes falsas esperanças. Tomas esse lugar antigo que já
Estava vazio e sem vestigíos teus.
Ou ficas, ou vais! Não tens esse direito de ficar a meio caminho.
Pelo menos, já não tens. Por isso decide-te.
O meu coração está demasiado despedaçado para brincares com ele.
Para passar por tudo isso outra vez.
Para sentir essa expectativa que aumenta o meu ritmo cardíaco.
A dor dá lugar à esperança, o vazio dá lugar à felicidade.
"Será verdade? E se..?" são as perguntas que reinam na minha cabeça.
Já te vi ires embora, e não pode voltar a acontecer.
Mede bem os teus actos, porque eles vão ter consequências.
Já estão a ter. Uma expressão vazia é substituída por um sorriso.
Por isso decide-te.
Não estás em posição de me dar falsas esperanças!
Eu ouço o meu coração bater, mas se o destruíres novamente,
Vai ser por pouco tempo.
2 comentários:
Não deves ter ouvido... É no Rádio Clube =)
"Comecei a apanhar os restos do meu coração"... Esta é forte! E essa situação dos "meios caminhos"... Sei TÃO bem do que falas - ainda agora estive a pensar nisso, em alguém assim e em toda a situação que se criou. Os "se's"... Esses "se's" que nos povoam as ideias...
É como te digo: percebo-te TÃO bem. Não podes imaginar.
Que texto. De facto não sei que diga. Já começo a ficar sem ideias mas mais importante começo a ficar sem adjectivos para descrever a teu aperfeiçoamento. Este texto está genial, mesmo, o que sentes todos nós sentimentos, é horrivel.
Acho que estás em evolução constante, mas lembra-te: não sejas perfeita!, evolui.
E acho que estás a evoluir muito bem.
Adorei o inicio, o meio e venerei o fim. Acho que a primeira e a última frase definem tudo. Uma sensação e uma realidade.
Obrigado por escreveres, e por o fazeres tão bem.
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