Aos poucos vou recuperando a vida,
Lentamente, vou ouvindo de novo
A voz da razão a chamar por mim.
A impedir-me de voltar aqui.
Ouça-a a ribombar aos meus ouvidos;
Questiona-me, interroga-me do porquê...
Não lhe ligo nenhuma: aqui as palavras
Deixam de ter interesse. Importância.
Como queres que te explique? Como queres
Que te diga, como queres que me desculpe?
Os meus actos não foram meus...Não foram.
A culpa podia ser minha. Talvez seja.
As palavras aqui não interessam. Já não.
O feitiço quebrou-se finalmente.
Como um relógio parado no tempo, ouvi
O seu vidro a estilhaçar-se. Libertando-me.
Tudo voltou ao mesmo. Convenço-me?
Mais importante, conveço-te a ti? Voz
Que pode ou não ter-me trazido de volta.
Que me relembrou de como eu era.
Antes de ele me acontecer. Antes da prisão
voluntária.
Sigo em frente. Convenço-me? Convenço-te,
Pequena voz em mim?
Libertei-me mas ele não me quer deixar ir.
Será que eu quero?...
1 comentário:
keep going baby <3
escreves taaao bem , que inveeeja :b
love you sis @
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