Rodeada do nada, confortada com o silêncio do vento.
Podias estar perdida, mas isso não te interessa, queres é viver o momento.
Sorris e fechas os olhos. Nada te faz falta, nada te impede de vires aqui. Não deixaste nada por dizer ou ouvir, tudo foi dito e feito.
Sol ou chuva, frio ou calor, vens a este sítio sempre que podes. Faz-te acreditar que estás mais perto do céu. Faz-te crer que ainda tens algo a perder.
Sorris e corres. Não foges de ninguém porque ninguém te quer apanhar nem tu queres ser apanhada. Corres pelo prazer de sentir o incrível sabor do vento nas tuas vias respiratórias. Corres pela sensação de sentir as ervas altas a tocar-te levemente na ponta dos dedos.
Estás num mundo só teu que apesar de tudo tem muita gente. Como consegues apagar o mundo inteiro só com a tua presença? Como é que consegues criar essa aura à tua volta, esse brilho de felicidade que irradia de ti, esse cheiro a flores do prado que a tua pele absorve, esses olhos que brilham tanto que às vezes acreditava serem estrelas?!
Fecho os olhos e capto a visão do prado contigo a dançar no teu vestido de pregas, a rir bem alto, com o cabelo a gritar de energia ao sabor do vento feroz.
Sim eu lembro-me. Eras tu Konstantine, foste sempre tu.
E eu via-te deliciado, com um sorriso de originar um clarão no meio da noite escura, só por te poder ver feliz.
Mas isso era no tempo em que para ti, eu não passava de uma tela em branco, uma figura ofuscada pela tua enevoada presença.
Nesse tempo eu era apenas um rapaz que só ansiava pelo dia em que te podia ver ser livre. Era aí que a minha felicidade residia.
E mesmo quando te tinha nos meus braços, nunca esqueci aquela imagem que retratava a tua essência. Aquela era a tua alma, o lugar onde pertencias.
Por vezes acreditava completamente que tinhas nascido em cima de uma nuvem, do ventre de um anjo e que os deuses te tinham colocado nesse prado, até eu te encontrar. Estavas lá à minha espera, não foi Konstantine?
Que saudades tenho de te olhar nos olhos e sentir que conhecia o fundo do teu mar interior. Que saudades!
Apesar delas, sei viver com as nossas memórias. São tantas e tão vívidas que davam para encher salões inteiros com imagens e palavras.
São tão verdadeiras que fazem com que o meu coração me caia aos pés para se estilhaçar.
E os cortes que os vidros fizeram?! Que dor que me causaram! E ainda assim, mal os senti, tal era a mágoa e o desespero.
Nem os senti...Não faz mal Konstantine, eu já voltei a colar todos os pedaços.
Bons sonhos.
To be continued...
3 comentários:
gostei muito. Desde o primeiro até este, todos tem algo de especial...
Beijo muito grande
Ly@ Júh2
you're perfect @
i love youuu *.*
Muito bonito mesmo :)
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