«Would you let me go? Didn't think so»
Na margem do rio Mondego sentei e chorei.
Acho que até o seu caudal aumentou muito, só por causa das minhas lágrimas derramadas.
Acho que até o rio quis cessar de correr, perante a minha tristeza. A nossa tristeza.
Porque será que parti? Tento entender a razão, o porquê, mas sempre que penso, só consigo recordar o teu riso doce, os teus lábios nos meus, a tua incrível habilidade de me fazer sorrir quando tudo o que eu queria era chorar.
Ironicamente, chorar é o que faço agora, sem ti. Estou sem rumo, sem saber para onde ir, sem saber o que fazer.
As nossas palavras gastaram-se, o nosso tempo chegou ao fim, e no entanto, ia jurar que tinha imenso para te dizer! Meu amor, juro que é verdade!
Para onde foram as palavras? Para onde foram os planos, os sonhos? Para onde foi cada "amo-te" e cada um dos "para sempre"?
Está provado que magoamos mais quem mais amamos, sabias? Talvez seja isso, talvez o amor doa mesmo; não só por dentro, mas por fora.
Através desta dor física que me agonia, que me consome, que me atormenta.
Ou talvez já não saiba nada.
Será que me sentes a pensar em ti? Será que me consegues escutar?
Acho que sim, quando pensas em mim. Porque eu sei que pensas, tal como eu penso em ti...É inevitável.
Sabes, tenho saudades, tantas! De encostar a minha cabeça ao teu ombro a ouvir as ondas a devastar as rochas, lentamente; do teu piano até ao amanhecer, de cada pôr-do-sol contigo a meu lado.
Ó meu amor, meu amor, o que vai ser de mim? E como vais tu sobreviver sem a tua Konstantine?
Sofro por mim, por ti. Sofro por nós dois.
E tudo o que consigo fazer, é chorar.
Na margem do rio Mondego sentei e chorei. E depois chorei ainda um pouco mais.
Espero que saibas que não foi fácil. Não. Foi a coisa mais difícil que alguma vez fiz.
Acho que o sol nem quis nascer, vê lá! E quase podia apostar que sentiste o mesmo, meu amado, meu tudo.
Isto será outra daquelas histórias que deviam ter sido felizes ou poderemos nós mudar o curso da História, morrendo nos braços um do outro, daqui a muitos, muitos anos?
Oh, diz-me que sim, porque eu já sei que me amas; já sei que sentes a minha falta. Eu sei isso porque sinto exactamente o mesmo, meu amor.
Tu és uma parte de mim, por isso eu sinto o que tu sentes, eu sofro o que tu sofres. Acredita.
Enfim, pensa em mim, sonha comigo.
Bons sonhos, sempre tua, Konstantine.
To be continued...
2 comentários:
ler os textos ao som da música dá outro "sentimento" à leitura.
Como sempre,gostei do texto.
Continua assim@
JpH
Está perfeito meu amooor @
gostei mesmo muito !
Beijinhos grandes*
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