Nem tudo é o que parece.
Tu que és tão comum em plena luz do dia, transformas-te no monstro que ambos sabemos que és.
Dentro das quatro paredes que te protegem, entregas-te aos teus vícios mais profundos, segredos ocultos.
Entregas-te ao prazer delicioso da carne. Carne da tua própria carne, sangue do teu sangue.
Mas não é condenável se ninguém souber, não é?
Roubas, traficas. É pelo bem da sobrevivência, não é? Pelo menos da tua...
Tu fazes o que for preciso para por comida na mesa. Vá, silencia a tua presa.
Ela era uma esposa, filha, mãe e avó adorada. Próximo crime!
Engana, mente. Desvia, desfalca. Menos uns milhões, que diferença faz?
Já está tudo tão mal de qualquer maneira, ao menos tu tens dinheiro a encher-te os bolsos que foram feitos por crianças desnutridas que provavelmente já morrerram.
E o padre? Que deu missa hoje na igreja da paróquia. Que ouviu confissões, que rezou Avé Marias.
Que chamou pelo nome do senhor!
Agora também o faz, dentro do seu quarto, enquanto comete o seu pecado favorito: LUXÚRIA.
Quem paga? Esse pobre adolescente que tem demasiado medo de denunciar o santo padre.
Nem tudo é o que parece. E as aparências iludem.
Passem por qualquer rua, por qualquer cidade.
Em cada esquina, em cada casa, há sempre o mal ao qual se entregam.
Temos a ganância, hipócrisia, o adultério, pedófiia, tráfico, morte, roubo, mentira, luxúria, inveja, gula, corrupção, entre tantas, tantas outras!
Em cada casa, em cada esquina, deixam cair a máscara, quando estão em segurança.
Mostram ao mundo quem realmente são.
Vocês precisam de observar o caos, o pecado, o mal.
Precisam de ver as coisas, as pessoas, a civilização morrer.
Não finjam, sabem que é a verdade.
A tragédia é a vossa felicidade, a miséria o vosso deleite.
O mar onde se banham, eternamente.
Avisem os políticos, a igreja, os ladrões, os assassinos...
Nem tudo é, o que parece.
1 comentário:
Realidade nua e crua...
Gostei do poema, pela sua verdadeira história. Venham os crimes não condenados pelo ser humano. Talvez acabe por chegar a hora em que têm de prestar contal a alguém superior. Espero que sim.
A realçar:
"É pelo bem da sobrevivência, não é? Pelo menos da tua..."
"Não finjam, sabem que é a verdade.
A tragédia é a vossa felicidade, a miséria o vosso deleite.
O mar onde se banham, eternamente."
Dear bunny, Keep going!(Spiral out)
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