De poder ser, simplesmente, chega-nos
O terror silencioso, a ameaça discreta.
O majestoso é destronado pela impetuosidade.
O quente, o sólido, a luz - todos
São engolidos pela escuridão, pela
Trágica imensidão do quase-infinito.
O gelo corta como estilhaços.
Foi para o sem fim, para o abismo;
Lá não há morte, nem luz, nem descanso;
O sofrimento estende-se e alarga-se à
Imortalidade (o tempo estaca).
A banalidade do essencial perde-se,
O belo transfigura-se num espectro,
O encanto esmoreceu lenta e vagarosamente...
Não há mais liberdade, não há mais esperança
(Nem vida)
Condenada a uma existência de tortura,
Conheceu ínfimos momentos de felicidade;
Aí correu o mundo, viu o amor, a mentira,
A injustiça, a dor. Viu o que o Homem tem pr'a dar...
Agora, sem descansar, sem se mover;
Incapaz de respirar como precisa, sente os
Grilhões pesados dos erros mortais. Da presunção.
Agora, com esse fardo eterno, aguarda salvamento.
Conheceu ínfimos momentos de felicidade;
Aí correu o mundo, viu o amor, a mentira,
A injustiça, a dor. Viu o que o Homem tem pr'a dar...
Agora, sem descansar, sem se mover;
Incapaz de respirar como precisa, sente os
Grilhões pesados dos erros mortais. Da presunção.
Agora, com esse fardo eterno, aguarda salvamento.
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