«Nevermind, I'll find...»
Alguém como tu - constato o que foi perdido porque vai a andar mesmo à minha frente. Quando estou longe, encerrada no meu mundo protegido não custa tanto imaginar o que acabou; ao longe não vislumbro a voz, o riso, o olhar que me ajudou a superar os momentos mais negros da minha existência. Ao longe, não passa de um sonho que se vai esfumando com a distância.
Tenho pena que as linhas se tenham tornado indefinidas, turvas. Lamento o que não resultou e não o que poderia um dia haver; já começo a fatídica viagem de sentir falta do que não existiu, em vez de sentir falta do que houve...De todas as vezes, penso que esta é a pior. Ainda não é a que dói mais (embora no futuro isso talvez venha a acontecer), mas sei que esta foi a que veio abalar mais as estruturas do meu ser, foi a mais errada, a que terá mais repercussões na pessoa que eu sou e na que serei (ou não).
Quando algo está certo neste mundo terrivelmente iludido, quando as peças realmente encaixam, somente pela segunda vez, não está na nossa natureza esquecer isso e deitar a felicidade para trás das costas. Geralmente. Mas também ninguém disse que somos perfeitos, que sabemos sempre o que é melhor para nós próprios (ou será que o melhor também passará por deixar ir essa luz?), que aproveitamos sempre as hipóteses que nos são dadas de sentirmos que pertencemos a esse sítio.
Não te preocupes, decerto que nunca vou encontrar alguém como tu...Ou talvez sim. Não é possível sabê-lo agora, é impossível imaginar essa possibilidade irreal. Ainda estás por perto, as tuas lágrimas ainda custam, as tuas palavras silenciosas ainda cortam como gelo, os sorrisos não correspondidos cansam como um fardo inevitável que carrego. O silêncio é o pior de tudo, porque faz tanto barulho que me ensurdece; o silêncio apenas traz consigo tudo o que não está lá, embora esteja. Tudo o que não está, mas devia.
Será loucura ter isto nas mãos, contemplar como será a vida sem ti, e mesmo assim, deixar-te ir? Deixar-te ir sem uma palavra esclarecedora, uma razão lógica, um motivo que seja forte o suficiente? Não...Acho que, no fundo, sei que a decisão foi a correta e tu deste-me a prova pela qual esperei tanto tempo, pela qual desesperei dia após dia.
Quando ouvi este piano, quando ouvi estas palavras, percebi que estranhamente estava em paz com o nosso fim irreparável. De facto, não há nada que possa apagar a incerteza, a raiva, a traição, o sentimento de rancor que perdura no ar como uma sombra, não me deixando recordar o que havia de bom - bloqueando as memórias felizes. As horas passavam e o tempo parecia não existir à nossa volta...Agora o tempo parece adensar-se, torna-se espesso e não me deixa respirar quando estou ao pé de ti.
Estraguei-te. Estraguei-nos, sem querer. Possivelmente dos piores arrependimentos que tenho, provavelmente dos piores erros que cometi (mesmo sem querer), melhor pessoa que perdi.
Constato o que sobra, constato o que não há...E no final de tudo, depois de um dia em que não soube saber o que sentia, sei que não vou encontrar mais ninguém como tu.
Tenho pena que as linhas se tenham tornado indefinidas, turvas. Lamento o que não resultou e não o que poderia um dia haver; já começo a fatídica viagem de sentir falta do que não existiu, em vez de sentir falta do que houve...De todas as vezes, penso que esta é a pior. Ainda não é a que dói mais (embora no futuro isso talvez venha a acontecer), mas sei que esta foi a que veio abalar mais as estruturas do meu ser, foi a mais errada, a que terá mais repercussões na pessoa que eu sou e na que serei (ou não).
Quando algo está certo neste mundo terrivelmente iludido, quando as peças realmente encaixam, somente pela segunda vez, não está na nossa natureza esquecer isso e deitar a felicidade para trás das costas. Geralmente. Mas também ninguém disse que somos perfeitos, que sabemos sempre o que é melhor para nós próprios (ou será que o melhor também passará por deixar ir essa luz?), que aproveitamos sempre as hipóteses que nos são dadas de sentirmos que pertencemos a esse sítio.
Não te preocupes, decerto que nunca vou encontrar alguém como tu...Ou talvez sim. Não é possível sabê-lo agora, é impossível imaginar essa possibilidade irreal. Ainda estás por perto, as tuas lágrimas ainda custam, as tuas palavras silenciosas ainda cortam como gelo, os sorrisos não correspondidos cansam como um fardo inevitável que carrego. O silêncio é o pior de tudo, porque faz tanto barulho que me ensurdece; o silêncio apenas traz consigo tudo o que não está lá, embora esteja. Tudo o que não está, mas devia.
Será loucura ter isto nas mãos, contemplar como será a vida sem ti, e mesmo assim, deixar-te ir? Deixar-te ir sem uma palavra esclarecedora, uma razão lógica, um motivo que seja forte o suficiente? Não...Acho que, no fundo, sei que a decisão foi a correta e tu deste-me a prova pela qual esperei tanto tempo, pela qual desesperei dia após dia.
Quando ouvi este piano, quando ouvi estas palavras, percebi que estranhamente estava em paz com o nosso fim irreparável. De facto, não há nada que possa apagar a incerteza, a raiva, a traição, o sentimento de rancor que perdura no ar como uma sombra, não me deixando recordar o que havia de bom - bloqueando as memórias felizes. As horas passavam e o tempo parecia não existir à nossa volta...Agora o tempo parece adensar-se, torna-se espesso e não me deixa respirar quando estou ao pé de ti.
Estraguei-te. Estraguei-nos, sem querer. Possivelmente dos piores arrependimentos que tenho, provavelmente dos piores erros que cometi (mesmo sem querer), melhor pessoa que perdi.
Constato o que sobra, constato o que não há...E no final de tudo, depois de um dia em que não soube saber o que sentia, sei que não vou encontrar mais ninguém como tu.
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