O terror dissipa-se e vislumbro um futuro onde há esperança; porque nem tudo é mau, achei que estes preciosos momentos, embora raros, devem ser preservados para a essência não se extinguir de todo.
Não está na minha natureza viver rodeada de trevas e escuridão, eu pertenço na luz do vento e na leveza da chuva; eu paro sempre na última estação - no acreditar. No não ter medo de achar que o impossível ainda acontece, e isso, excecionalmente, traz-me algo bom para recordar mais tarde.
Os tambores voltam à vida e por breves instantes, tudo está bem. Há paz e até um caminho de felicidade pouco nítido. Talvez mais tarde...
Senti que hoje merecia celebrar, não o que sobrou, mas o que irá regressar a mim. As coisas boas, as coisas que realmente interessam, as pessoas que fazem parte de mim. A vontade de voar, de sentir o ar a inundar-me de alegria, fazendo-me flutuar para longe. O querer imaginar fora das sombras; o lugar que consegue sempre relembrar-me do calor que só a derradeira casa nos fornece...A sensação de ser eu outra vez a tomar as decisões, e não a mágoa.
A esperança viveu hoje em mim e em vocês. O sentimento de fé foi curto, mas marcou a sua presença. Nem tudo está morto.
Sem comentários:
Enviar um comentário