09 abril, 2010

Auto-Biografia?

Num prédio parado no tempo, numa rua que raramente dorme, no seio de uma comunidade não muito unida, poderão encontrar uma rapariga.
Uma rapariga num quarto, que transborda de sonhos e imaginação; felicidade e força; optimismo e esperança.
Uma rapariga normal, mas diferente; perdida, mas segura de onde está; uma rapariga que odeia injustiça e que tem pavor de estagnar.
Que mais posso dizer sobre ela?
É comum vê-la na sua varanda a olhar o céu azul, o pôr-do-sol ou o comportamento da natureza humana. Enquanto faz isso, ouve música, cantada por outros, ou por si.
O que é ainda mais comum é vê-la a rir. Sorrir, só às vezes. Só para quem/o que valha a pena.
Na verdade, acima de tudo, ela é uma sonhadora realista. Sabe que os seus sonhos não passam disso, e que não conduzem a nada satisfatório, mas fá-la feliz sonhar.
Tem sempre tudo definido e criado na sua imaginação: sensações, cores, sabores, frases, momentos.
Palavras que os filmes lhe transmitam; imagens que as músicas e os livros representam.
Impulsiva ou Pensativa? Pensativa, sem dúvida alguma.
Uma filosofa por natureza, que ama as suas paixões com fervor e deleite, defendendo sempre aquilo em que acredita.
Solidão ou Multidão? Gosta das duas, como quase toda a gente. Ambas lhe conferem os seus momentos, que ela aprecia até ao último segundo.
Chocolate ou Fruta? Chocolate! Mas não podemos negar que ela adora fruta à excepção do pêssego e do côco.
Praia ou Campo? Praia, sem sequer pensar duas vezes. É claro que o ar, o céu e a calma do campo lhe proporcionam uma paz que nada mais consegue proporcionar. Apesar disso, a praia consegue ter um efeito nela que é inexplicável, até mesmo por si própria.
Há ainda espaços em branco para os quais ela ainda não tem resposta, mas espera ter.
E então, procurem, num prédio parado no tempo, na rua que apesar de movimentada, parece imutável ao longo das décadas, num pequeno quarto de 3º andar, uma rapariga que com o seu ser e essência, mal cabe nesse mesmo quarto. Uma rapariga que apesar de tudo o que a rodeia, de todos os que a rodeiam, do mundo em que vive, ainda encontra espaço e tempo para voltar a sonhar e acreditar.
Procurem. Ela, estará à janela, à espera...

[Este texto não teve qualquer tentativa de ser mesmo uma auto-biografia, mas tive a ideia, e o texto escreveu-se praticamente sozinho. Faltam claro muitas coisas sobre mim, mas talvez num próximo texto, eu escreva o resto... :) ]

2 comentários:

Diogo Garcia disse...

5estrelas. Adorei! Gostei da ideia e da maneira como foi escrito. É um prazer morar nesse mesmo terceiro andar.

Um texto muito feliz.
Continua.

Anónimo disse...

O texto está muito giro mesmo!!! Adorei =D
não há nada melhor para te descrever do que o texto =D

Beijo
Jph