I'm letting go....
Chegou uma nova era.
Chegou uma nova etapa. Uma
Página em branco no livro da minha vida.
Tenho uma extensa tela à minha frente,
Para pintar com as emoções que escolher.
Chegou uma nova fase. Aquela em que tudo
Pode acontecer. Tudo, menos voltar para trás.
Decidi seguir o meu caminho.
Com todos os fardos, tormentos e desafios. Com
Todos os obstáculos, porque eles fazem parte de
Quem sou.
Estou finalmente a cortar as amarras que não me
Permitiam voar. Que me impossibilitavam de continuar.
Estou, a pouco e pouco a deixar tudo. Tudo o que em breve
Será apenas uma sombra do passado que aconteceu.
Estou aqui rodeada deste silêncio onde penso nas perguntas
Que me fizeram.
A verdade é que não sei as respostas. Há tanto para saber, ainda.
Estou neste estado zero, é o meu ponto de partida daqui p'ra frente.
É tudo o que há, por agora. Estou aqui disposta a andar em direcção
Ao futuro, porque tenho de viver no presente, mas há algo que me escapa.
O hoje, amanhã será o passado. O que me resta uma solução apenas.
Viver um dia de cada vez.
Eu vou continuar a caminhar enquanto houver uma estrada.
Vou continuar a seguir o meu destino, sem olhar para trás.
28 setembro, 2009
27 setembro, 2009
Cartas da Europa
Estive a ler as tuas cartas.
As cartas que me enviaste.
Aquelas, tantas cartas, que me escreveste.
Não sei porque é que as li.
Não queria realmente fazê-lo.
Só queria rasgá-las, queimá-las e enterrá-las.
Bem longe daqui.
Ao fim destes anos ainda tentas ter o dom de me
Atormentar desta maneira. De me meter o dedo
Directamente na ferida. Sabes bem qual é o meu
Calcanhar de aquiles, não é assim?
Está descansado, já não me consegues atingir.
Toda a tua dúvida só consegue tornar-me mais forte.
Eu estive no meu casulo. Selei todas as paredes à
Minha volta, com muito cuidado. Aproveitei para sarar
As minhas marcas de guerra.
Quando saí de lá, estava transformada.
E agora já não me podes afectar!
Estive a ler as tuas cartas.
Velhas cartas que me escreveste.
Que me enviaste.
Desde Paris até Roma. De Berlim até Estocolmo.
Londres, Atenas, Dublin.
Acompanhei-te nessa viagem, mas será que estive
No teu pensamento? O tempo todo?
Estas dúvidas já não me assombram.
Pensei muito em rasgar as cartas que me escreveste.
Queimá-las até.
Mas decidi guardá-las. Para te recordar.
Para saber que já não me causas transtorno.
Nunca mais.
As cartas que me enviaste.
Aquelas, tantas cartas, que me escreveste.
Não sei porque é que as li.
Não queria realmente fazê-lo.
Só queria rasgá-las, queimá-las e enterrá-las.
Bem longe daqui.
Ao fim destes anos ainda tentas ter o dom de me
Atormentar desta maneira. De me meter o dedo
Directamente na ferida. Sabes bem qual é o meu
Calcanhar de aquiles, não é assim?
Está descansado, já não me consegues atingir.
Toda a tua dúvida só consegue tornar-me mais forte.
Eu estive no meu casulo. Selei todas as paredes à
Minha volta, com muito cuidado. Aproveitei para sarar
As minhas marcas de guerra.
Quando saí de lá, estava transformada.
E agora já não me podes afectar!
Estive a ler as tuas cartas.
Velhas cartas que me escreveste.
Que me enviaste.
Desde Paris até Roma. De Berlim até Estocolmo.
Londres, Atenas, Dublin.
Acompanhei-te nessa viagem, mas será que estive
No teu pensamento? O tempo todo?
Estas dúvidas já não me assombram.
Pensei muito em rasgar as cartas que me escreveste.
Queimá-las até.
Mas decidi guardá-las. Para te recordar.
Para saber que já não me causas transtorno.
Nunca mais.
23 setembro, 2009
Pequeno Pecado
Vês aquela maçã ali. Tão vermelha, tão brilhante,
Tão tentadora. E tu sabes que não lhe podes tocar.
Se ao menos pudesses tê-la, nas tuas mãos, só por
Segundos, esse peso sair-te-ia de cima.
Tentas afastar os teus pensamentos, mas a tua mente
É traiçoeira e conduz-te de novo para ela.
Não é tão perfeita? Olha como brilha! O fruto proibido.
Só tens de esticar o braço e agarrá-la. É o que mais desejas,
Não é? É o que cobiças. É o teu pequeno pecado.
Mesmo que tentes não pensar nisso, mesmo que sejas bem
Sucedido, já sabes que os teus olhos te vão trair, e vais acabar
A admirá-la. Vá, acaba com essa agonia! Faz o que desejas tanto fazer!
Não penses nas consequências. Talvez ninguém repare. Acentes com a
Cabeça. Sim, talvez ninguém repare. Estica-te e agarra-a.
Vê aonde a tua obsessão te levou! Devias sentir-te culpado, mas tudo o
Que te resta é agora uma agonia diferente. É o desespero que se cria
Dentro de ti.
O que vai ser de ti agora?
Como vais sobreviver?
Ao menos antes, sabias que ela estava aí, ao teu alcance. Tão pacífica,
Tão perfeita. À sua maneira.
O que vai ser de ti agora?
Vai-te consumir até decidires esquecer tudo.
Já não há nada que possas fazer para obter o que queres, o que quiseste,
O que já não podes querer.
Vai-te consumir até decidires esquecer tudo.
Tens de enfrentar os teus demónios, os teus mais velhos e profundos medos.
Aceita-os e só após fazeres isso é que estás pronto para te livrares deles.
Sara as tuas feridas, cura-as!
Cura a tua alma, cura-te em mim! Cura-te, cura-te, cura-te, por favor!
Tão tentadora. E tu sabes que não lhe podes tocar.
Se ao menos pudesses tê-la, nas tuas mãos, só por
Segundos, esse peso sair-te-ia de cima.
Tentas afastar os teus pensamentos, mas a tua mente
É traiçoeira e conduz-te de novo para ela.
Não é tão perfeita? Olha como brilha! O fruto proibido.
Só tens de esticar o braço e agarrá-la. É o que mais desejas,
Não é? É o que cobiças. É o teu pequeno pecado.
Mesmo que tentes não pensar nisso, mesmo que sejas bem
Sucedido, já sabes que os teus olhos te vão trair, e vais acabar
A admirá-la. Vá, acaba com essa agonia! Faz o que desejas tanto fazer!
Não penses nas consequências. Talvez ninguém repare. Acentes com a
Cabeça. Sim, talvez ninguém repare. Estica-te e agarra-a.
Vê aonde a tua obsessão te levou! Devias sentir-te culpado, mas tudo o
Que te resta é agora uma agonia diferente. É o desespero que se cria
Dentro de ti.
O que vai ser de ti agora?
Como vais sobreviver?
Ao menos antes, sabias que ela estava aí, ao teu alcance. Tão pacífica,
Tão perfeita. À sua maneira.
O que vai ser de ti agora?
Vai-te consumir até decidires esquecer tudo.
Já não há nada que possas fazer para obter o que queres, o que quiseste,
O que já não podes querer.
Vai-te consumir até decidires esquecer tudo.
Tens de enfrentar os teus demónios, os teus mais velhos e profundos medos.
Aceita-os e só após fazeres isso é que estás pronto para te livrares deles.
Sara as tuas feridas, cura-as!
Cura a tua alma, cura-te em mim! Cura-te, cura-te, cura-te, por favor!
21 setembro, 2009
Ritmo Cardíaco

Comecei a apanhar os restos do meu coração.
Recriei os alicerces e as fundações que o tornavam funcional.
Tive cuidado a remendar o tecido frágil que o protege.
Cada dia que passa, ele torna-se mais resistente, de novo.
Estou já a habituar-me à tua falta quando chegas e me
Trazes falsas esperanças. Tomas esse lugar antigo que já
Estava vazio e sem vestigíos teus.
Ou ficas, ou vais! Não tens esse direito de ficar a meio caminho.
Pelo menos, já não tens. Por isso decide-te.
O meu coração está demasiado despedaçado para brincares com ele.
Para passar por tudo isso outra vez.
Para sentir essa expectativa que aumenta o meu ritmo cardíaco.
A dor dá lugar à esperança, o vazio dá lugar à felicidade.
"Será verdade? E se..?" são as perguntas que reinam na minha cabeça.
Já te vi ires embora, e não pode voltar a acontecer.
Mede bem os teus actos, porque eles vão ter consequências.
Já estão a ter. Uma expressão vazia é substituída por um sorriso.
Por isso decide-te.
Não estás em posição de me dar falsas esperanças!
Eu ouço o meu coração bater, mas se o destruíres novamente,
Vai ser por pouco tempo.
20 setembro, 2009
Canção de Embalar
Fecha os olhos e dorme.
Não te preocupes, estou aqui,
A olhar por ti.
Fica aqui, são e salvo de tudo o que
Há lá fora. Aqui estás protegido.
Fecha os olhos e dorme.
Vou ser eu que te vou proteger dos
Teus medos, dos teus amigos, de ti próprio.
Fecha os olhos e dorme.
Não te preocupes, estou aqui, porque me preocupo.
Ao contrário deles.
Sonha com tudo o que há de bom. Imagina que não
Estás neste sítio, no meio desta guerra por travar.
Não ligues ao que eles dizem. Não querem saber de ti.
Fecha os olhos. Eu estou aqui. Ou talvez não?
Eles estão a vir, neste preciso momento.
Os teus medos e receios tornam-se reais.
Sem mim, tens de te proteger. Até de ti próprio.
Eles aproximam-se.
Segue o meu conselho.
Fecha os olhos. Fica comigo. A salvo. Só tens de escolher.
Só depende de ti. Não confias em mim?
Eu posso proteger-te dos outros, dos teus demónios.
Só tens de os aceitar.
Segue o meu conselho.
Volta a dormir!
Não te preocupes, estou aqui,
A olhar por ti.
Fica aqui, são e salvo de tudo o que
Há lá fora. Aqui estás protegido.
Fecha os olhos e dorme.
Vou ser eu que te vou proteger dos
Teus medos, dos teus amigos, de ti próprio.
Fecha os olhos e dorme.
Não te preocupes, estou aqui, porque me preocupo.
Ao contrário deles.
Sonha com tudo o que há de bom. Imagina que não
Estás neste sítio, no meio desta guerra por travar.
Não ligues ao que eles dizem. Não querem saber de ti.
Fecha os olhos. Eu estou aqui. Ou talvez não?
Eles estão a vir, neste preciso momento.
Os teus medos e receios tornam-se reais.
Sem mim, tens de te proteger. Até de ti próprio.
Eles aproximam-se.
Segue o meu conselho.
Fecha os olhos. Fica comigo. A salvo. Só tens de escolher.
Só depende de ti. Não confias em mim?
Eu posso proteger-te dos outros, dos teus demónios.
Só tens de os aceitar.
Segue o meu conselho.
Volta a dormir!
19 setembro, 2009
Insanidade Temporária

Não te preocupes. Eu ouço-te a chamar-me.
Eu estou a ir. O mais depressa que consigo.
Mas tens de ter calma. Tu chamas-me, sem cessar.
E eu estou a ir! Não me apresses.
Tu és apenas uma das muitas vozes na minha cabeça.
E eu tenho de chegar a todas elas.
Portanto, não te preocupes. Eu ouço-te a chamar-me.
Esta insanidade temporária está a arruinar-me tudo.
Como posso fazer o que quer que seja se já não tenho
Noção daquilo que faço? Do que digo.
O tempo agora é extremamente relativo. Ora passa a
Correr, ou demora uma eternidade a passar.
Já não como, já não durmo. Já não faço nada com a lógica
Do meu lado, como antigamente. Quando éramos velhas amigas.
Só respiro, porque não sou eu que tenho de insuflar os pulmões.
Eles que se arranjem! Não tenho tempo para isto.
Sim, tempo é coisa que aparentemente não tenho.
Tenho de chegar a todas as vozes! Mas por qual hei de começar?
Há tantas possibilidades...
Este eco na minha cabeça começa a levar-me à exaustão.
Se as vozes cessassem por uns minutos, eu agradecer-lhes-ia,
E muito! Muito, estão a ouvir? Parem! Por favor, parem simplesmente!
Eu estou a ir, o mais rápido que posso. Se ao menos conseguisse dormir!...
Só quero que esta insanidade temporária passe. Ouviram?
Motivo
Consegues ouvi-lo na minha voz?
Consegues lê-lo nos meus olhos?
Ao percorrer o corredor, engano o mundo inteiro.
Caminho confiantemente e ostento um ar
De imensa segurança.
Reparo nas pessoas à minha volta, enquanto caminho.
Elas observam a minha passagem. Atiram-me olhares
Críticos, de excrutínio. Olhares de dúvida.
Eu não desvio o olhar e ergo a cabeça, bem alto.
Com todo o orgulho que tenho.
Mas assim que o corredor acaba, a outra parte de mim
Toma lugar e assume o controlo.
Consegues ouvi-lo na minha voz?
Já não sei o que ando a fazer.
O que me terá acontecido?
Passas por mim, e quero chegar-te.
Quero alcançar-te, mas a voz esmorece, dentro de mim.
Olhas para trás como que a pedir-me uma razão para ficares.
Não é óbvio?
Não consegues lê-lo nos meus olhos? Será que todo o mundo
Sabe, menos tu?
Se soubesse ao menos explicar-te. Se pudesse ao menos explicar-te...
Entras no corredor. Para te seguir, vou ter de enfrentá-los, outra vez.
Acredito que vale a pena. Vou atrás de ti.
Desta vez, entro a correr.
Eles olham, apontam o dedo e riem. Julgam-me, tecem comentários.
Façam o que quiserem! Eu já não me importo.
Sigo-te e consigo finalmente chegar ao pé de ti. Que é tudo o que importa.
Olho para ti. Tu olhas para mim.
Sorris e agradeces-me. Por te ter dado o teu motivo.
Não era tão óbvio?
Consegues lê-lo nos meus olhos?
Ao percorrer o corredor, engano o mundo inteiro.
Caminho confiantemente e ostento um ar
De imensa segurança.
Reparo nas pessoas à minha volta, enquanto caminho.
Elas observam a minha passagem. Atiram-me olhares
Críticos, de excrutínio. Olhares de dúvida.
Eu não desvio o olhar e ergo a cabeça, bem alto.
Com todo o orgulho que tenho.
Mas assim que o corredor acaba, a outra parte de mim
Toma lugar e assume o controlo.
Consegues ouvi-lo na minha voz?
Já não sei o que ando a fazer.
O que me terá acontecido?
Passas por mim, e quero chegar-te.
Quero alcançar-te, mas a voz esmorece, dentro de mim.
Olhas para trás como que a pedir-me uma razão para ficares.
Não é óbvio?
Não consegues lê-lo nos meus olhos? Será que todo o mundo
Sabe, menos tu?
Se soubesse ao menos explicar-te. Se pudesse ao menos explicar-te...
Entras no corredor. Para te seguir, vou ter de enfrentá-los, outra vez.
Acredito que vale a pena. Vou atrás de ti.
Desta vez, entro a correr.
Eles olham, apontam o dedo e riem. Julgam-me, tecem comentários.
Façam o que quiserem! Eu já não me importo.
Sigo-te e consigo finalmente chegar ao pé de ti. Que é tudo o que importa.
Olho para ti. Tu olhas para mim.
Sorris e agradeces-me. Por te ter dado o teu motivo.
Não era tão óbvio?
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