02 dezembro, 2011

V Império (prólogo)

«Ó Portugal, hoje és nevoeiro...»

Ao ler os gloriosos feitos, ao reviver a História criada, eu acredito.
Ao redescobrir as minhas raízes e o meu orgulho extinto, eu acredito.
Ao imaginar como um dia este sítio foi uma nação de gente forte, eu suspiro de alívio...
Afinal, ainda nos corre no sangue o que em tempos guiou Portugal para o caminho certo, afinal ainda há esperança para o que se encontra desesperado; eu sei, no fundo da minha alma lusitana, que um dia voltarei a sorrir quando pronuncio o nome do meu berço; eu sei que um dia eu voltarei a orgulhar-me ao dizer que nasci no pequeno retângulo que acolheu heróis durante milénios.
Sinto, por vezes no ar, alguma névoa dos tempos áureos, dos tempos em que o tempo passava magnanimamente devagar, só para que os feitos dos meus egrégios avós pudessem ser enaltecidos. Para que pudessem ser falados para todo o sempre, de boca em boca, de geração em geração.
A essência ainda habita em mim. A certeza ainda me toma com um brilho nos olhos e esperança no gesto, de que um dia esse império renasça das cinzas; ele irá chegar...Aguardo.

To be continued...

1 comentário:

Diogo Garcia disse...

Ainda não tinha lido - erro meu; mas está estrondoso. Neste texto que enaltece o que de bom existe no coração deste pequeno povo (em tempos tão grande) quase faz cegar a mediocridade com a qual ele hoje vive, faz, não vive e que deixa por fazer...
Este texto faz pensar, que tal como no passado, também agora ou depois, será possível passar todos os cabos Bojadores.

Amei. Aos portugueses de chama acesa.