27 março, 2010

O Ínicio

Uma infinidade de caminhos a seguir.
Mas qual escolher?
Parecem todos razoáveis, talvez prováveis.
Sei que cada um é possível, inevitável,
Mas só um é o certo, o escolhido.
Sei que qualquer um que eu escolha me
Fará feliz e miserável, mas só um me
Fará sentir que é o local onde eu pertenço.
Só um...
Aproximo-me de uma sala enorme, com
Uma vastidão de vidros que deixam passar
Imensa luz solar.
Nessa sala está a minha sina, o meu destino.
Nessa pequena divisão reside o passado, o
Futuro, mas sobretudo, o presente.
Estão aqui muitas portas, só tenho de escolher uma.
Tenho de escolher tudo agora, para mais
Tarde não ficar só com nada.
Olho à volta e sinto uma inquietação de
Sentir este momento.
É agora! Tudo tem de ser decidido.
Fixo uma porta e sei (não sei como) que
É aquela.
Há uma certeza quase assustadora dentro
De mim.
Rodo a maçaneta e respiro fundo, preparando-me
Para encarar o que se vai seguir.

To Be Continued...

1 comentário:

Diogo Garcia disse...

Parece-me um ínicio arrebatador. Quero ler o que se segue! O que me intriga, que deixa triste e feliz ao mesmo tempo é termos tantos ínicios em nós.

"Fixo uma porta e sei (não sei como) que
É aquela.
Há uma certeza quase assustadora dentro
De mim.
Rodo a maçaneta e respiro fundo, preparando-me
Para encarar o que se vai seguir."

Bom começo!Bom texto!