27 novembro, 2012

Now we are free


Desta vez vai ser mais fácil.
Espero que agora custe menos.
Se eu for, talvez algo melhore.
Mas já não é isso que importa. Já não devo ser eu.
Porque de cada vez que tento, magoa mais fundo.
A desilusão esperada, a previsibilidade que queima
Atira-me para esse transe pacífico de quem já devia
Ter aceitado a realidade inevitável.
De cada vez que tento, o vidro crava o coração 
E eu desisto, só para voltar a tentar assim que possa,
Mal esse coração tenha esquecido a pontada que o enfraqueceu.
Não sei, desta vez é diferente. O fim? É possível...
Tento convencer-me disto, lembrar-me do que já sei;
Tento pensar que se for paciente, que se aprender a deixar ir,
Irei conseguir finalmente perceber que tudo tem um fim.
Sobretudo as melhores coisas, as que me iluminavam a alma.
Desta vez vai ser mais fácil, tem de ser mais fácil.
Espero que desta, não me leve ao fundo.
Demasiado fundo, por demasiado tempo...

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