11 novembro, 2012

Barely Breathing

Talvez numa outra vida pudesse.
Numa outra dimensão, talvez quisesse.
Mas não aqui, agora, assim.
Levem-me ao início, onde tudo era diferente,
Onde nada disto existia; quem me dera poder.
Quem me dera esquecer, respirar, ser de outra
Maneira. Isto sufoca, encurrala, enlouquece.
Mantêm-me acordada à noite, quando tudo
É escuro, silencioso, vazio. Quando há espaço,
Para perceber o que resta.
O que eu não quero que haja, o que talvez queira,
O que não sei se quero. Não sei querer isto.
É um impasse que não sai daqui.
Nunca deixa de ser. Simplesmente.
Talvez numa outra vida eu pudesse...
Quem me dera poder.

1 comentário:

Diogo Garcia disse...

Só para dizer que o li. Mas não sei o que dizer mais além disso. Se gostei? Acho que sim. Aqui não se trata de arte, ou forma de dizer, é apenas o que está escrito.