«Grieving the things I can't repair...»
A pouco e pouco volto a mim.
Sinto o sangue a correr de novo,
Sinto o coração a bater com o
Compasso certo. O único meu.
Não posso mudar nada disso.
Já não está ao meu alcance
Fazer nada para impedir o teu
Sofrimento. Apenas o meu.
Estou de volta. A tempestade
Amainou. O diabo deixou de me
Falar ao ouvido. Pecaminoso.
O coro de vozes regressou.
Ainda consigo achar admirável
A natureza verdadeira do Homem.
Ainda acho que as grandes acções
E decisões ficaram marcadas.
Voltei do submundo para mostrar
Ao mundo que há uma maneira.
Que se pode sempre voltar atrás.
Que se pode renascer ou ressuscitar.
Ergui-me das águas para provar
Que um dia também já caí no perigo.
Já cedi à tentação, já errei. Já percorri
O caminho errado. Respiro novamente.
Aquilo não eram mentiras. Não.
Não foram meras ilusões ou tentativas.
Era a verdade, disfarçada de hipocrisia.
Era a realidade, pintada noutros tons.
Espalhada pelas pessoas erradas.
De uma maneira totalmente falsa.
Manipulada, enganadora. E eu cheguei
Com a missão de espalhá-la realmente.
Eu assumi a culpa, tal como anjo caído
Do céu; eu assumi o pecado que não me
Pertencia só para poder regressar do outro
Mundo e viver de novo. Estou de volta.
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