Elas chegaram. Mais ou menos...
Então porque é que as batalhas, Joana? Porque é que não te deixas levar e perder o controlo, por uma vez que seja?
Porque é que tens tanto medo dessa ligação com a tua verdadeira essência? Porque tens tanto medo do que te torna humana?
Pensava que ia experimentar uma dose de conforto impensável quando as sentisse rolar pela minha face. Mas não chegou a isso. Fiquei estagnada na parte em que me senti só.
Em que o mundo me pareceu um sítio enorme e assustador. Um sítio perigoso para percorrer sozinha, nestas noite frias de Janeiro.
A tempestade amainou, mas em breve a chuva torrencial voltará para me assombrar. Ou para me libertar de mim.
De qualquer maneira, sinto o meu algo, o meu conteúdo a tentar libertar-se do meu corpo. A tentar tornar-se etéreo, imortal, longe de mim.
Sinto a vontade de ser mais do que sou, de me tornar no que quero ser. Sentir o que desejo tão arduamente conseguir sentir. E rezo e peço e imploro para que alguém me guie. Que me indique o caminho certo. Porque estou cansada de errar. De cometer os mesmos erros, uma e outra vez.
Porque até eu, um dia, me canso de esperar por algo que nunca vai acontecer, por alguém que nunca vai mudar.
Pela mudança que nunca se vai dar.
E esse dia, está próximo. Muito próximo.
Sem comentários:
Enviar um comentário