13 junho, 2010

Dinamite

Eu movo-me, tu persegues-me sempre
Por instinto, hipnotizado.
É mais forte que tu, eu sei,
Estás sob o meu poder, magnetizado.

A electricidade entre nós é permanente,
Culmina numa autêntica chama,
Explosão de dinamite envolvente
Que nos preenche por completo.

Alguma coisa tem de mudar
E vai mudar em breve:
Sinto-me muito perigosa,
Nunca me senti tão viva ou leve.

Caminho sobre vidros e destroços
Mesmo a suplicar por dor e perigo,
Mas algo se acende em mim, uma luz,
Uma sede e um profundo calor.

Sim quero! Não quero não!
Já nem sei! Onde ficamos?
Eu movo-me, tu persegues-me
E agora, quando paramos?

Estou paralisada mas cheia de energia,
Nem tento explicar, não é normal.
É físico, é químico,
É pura magia.

2 comentários:

Rittinha disse...

este texto é .. pura magia @

love you *.*

Diogo Garcia disse...

Apesar de ser um poema gostei da "agressividade" do sujeito poético. Todo o texto está muito bom.
E como te disse, pegaste numa música "fraca" e com a inspiração fizeste algo muito bom.

Keep going, spiral out. (always)