Olho para o vazio e tento recordar a última vez que nos falámos.
Parece que foi à mil anos, quando na verdade o ponteiro quase não se moveu.
Entra por essa porta, agora. Vá lá!
Pede desculpa, admite a tua culpa, nem que seja só desta vez.
Abraça-me só, se for preciso, olha só para mim e sorri.
Entra por essa porta, agora. Estou-te a pedir.
Estou a implorar que acabes com o meu sofrimento. Faz só esse esforço.
Não te custa ver-me assim? Onde está todo o teu amor, a tua compaixão? Onde estão?
Não vês que o meu coração está desfeito?
Entra por essa porta, agora. Por favor.
Faz qualquer coisa. Nem que seja olhar para mim.
Tu podes mudar tudo, é só quereres.
Eu estou aqui, e nunca irei embora.
Estou à tua espera, lembras-te?
Vá lá, até as minhas lágrimas já esgotaram porque o tempo vai passando.
E não volta atrás, infelizmente.
Entra por essa porta agora. Peço-te.
Entra e muda a minha vida.
To Be Continued...
2 comentários:
É raro ver um pedido tão explicíto.
Espero que a espera não seja esperada em vão.
Em relação ao texto escrito, adorei, não é de agora que os adoro, apesar de sentir falta do tom altivo e raivoso estilo Fernando Pessoa, Lisbon Revisited. Mas tu encontras sempre uma forma bela, seja que "estilo" optes por explorar.
Keep going!
Vai JOANAAAAA!!!!!
CARMO!
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