16 fevereiro, 2011

Storm



Hoje chovi. E o que restou, ficou tão leve quanto possível.
Talvez até demais, mas não o saberei agora. Só amanhã.
Hoje chovi. Torrencialmente no tempo parado.
Não sei quanto tempo passou ou quanto tempo fiquei ali.
Mas sei que foi o suficiente para me reencontrar com o centro há muito perdido.
Definitivamente? Não sei...Só o tempo o dirá.

Nestas palavras que escuto religiosamente, já encontrei consolo.
Já encontrei felicidade, já encontrei sentido, sentimentos.
Já vi tristeza e mágoa pura e já vi a esperança mais clara que alguma vez presenciei.
E agora, quando as volto a procurar, elas não me atraiçoam.
Ficam e não arredam pé até causar algo, nem que seja uma pequena mudança em mim.
Nem que seja o início de uma tempestade suave, dentro de mim.

Hoje chovi sem parar, até não haver mais água no meu corpo.
Fui, vim e voltei lá só para te ver. Mas não te encontrei.
Faltavas tu, no teu lugar, como sempre, atrasado.
E eu, cansada do aborrecimento que esperar causa. Cansada do tempo,
Contemplo
esta lua pensativa que me faz querer viver.
Que me percebe como ninguém.

Estas palavras, sempre elas que me devolvem ao caminho certo.
São sempre elas a estabilidade que há em mim. São sempre constantes.
Não interessa que o clima mude, que o ambiente à minha volta mude.
Elas estão sempre cá para me dar aquilo que eu preciso.
Aquilo que eu quero, embora não o saiba. Ainda.
Vi o tempo a mudar mas fiquei no mesmo lugar, impassível.

Hoje chovi sem fim, até me esgotar.
Até eu acabar.
Chovi porque sabia, lá no fundo, que precisava disto.
Sabia que necessitava de algo que me fizesse despertar.
Que me permitisse saber que a dormência tinha acabado finalmente.
Hoje chovi! E isso soube tão bem! O ar ficou mais leve, a beleza natural cresceu
e eu, parei no tempo, completamente.

"Porque eu não conto o tempo que passa, apenas o que falta."

1 comentário:

Anónimo disse...

perfeito :D
gostei muito !!
ly baby friend :P @