Assistir ao fim de algo que era grandioso é sempre difícil.
Assistir à queda de grandes impérios, de grandes legados que serão recordados para sempre é muitas vezes impossível.. À queda de coisas que mudaram o mundo, é simplesmente impossível atingir com impassibilidade.
Mas quando são as coisas que vivemos, quando são os nossos impérios e as nossas conquistas...Aí não há palavras. Aí, não resta nada.
«I'll be alright, just not tonight...someday»
28 fevereiro, 2011
27 fevereiro, 2011
City Lights

«In these, deep city lights...A girl could get lost tonight»
Não sei que poder a noite tem sobre mim. Mas faz-me sentir bem, faz-me sentir que as coisas são subitamente mais fáceis.
A escuridão consegue geralmente esconder a minha tristeza, afastando-a ao mesmo tempo, só deixando espaço para a felicidade.
À noite tudo parece mais bonito, mais poético.
O que pode ser mais deslumbrante do que o cenário de uma ponte iluminada? Ou do que o barulho de copos, gargalhadas e conversas íntimas de amigos, nas ruas estreitas e tão acolhedoramente familiares do Bairro Alto?
E ainda assim, nesta noite linda e fresca, em que o vento me revolve o cabelo e me deixa com um sorriso na cara;
Mesmo nesta noite de Fevereiro, em que me sinto leve e inspirada e em paz com o Universo;
Até nestas noites, tu consegues infiltrar um pequeno pensamento na minha mente a partir daí: ADEUS PAZ! Adeus estado de espírito estável.
Acaba-se tudo, menos a tortura de querer saber pormenores.
De querer saber a razão..
Acaba tudo, menos tu.
26 fevereiro, 2011
10:32
Nem a dormir me deixas em paz..
Nem quando descanso paras de me invadir os pensamentos ou o ângulo de visão.
Nem a dormir...
Já bastam as sextas
Hoje sonhei contigo.
Nem quando descanso paras de me invadir os pensamentos ou o ângulo de visão.
Nem a dormir...
Já bastam as sextas
Hoje sonhei contigo.
23 fevereiro, 2011
28 dias
Despontar de um sentimento de esperança tão leve e suave como o amanhecer.
Por momentos quis acreditar. Por momentos cheguei mesmo a acreditar.
Porque foi um contacto tão estranhamente familiar e ao mesmo tempo tão extraordinário...
Foi um contacto que me ligou à minha essência meramente humana de uma maneira tão forte e única que por segundos fiquei estática. Extasiada de uma felicidade quase infantil.
Sorriso na cara e esperança no coração.
Boa maneira de começar a tarde...!
Por momentos quis acreditar. Por momentos cheguei mesmo a acreditar.
Porque foi um contacto tão estranhamente familiar e ao mesmo tempo tão extraordinário...
Foi um contacto que me ligou à minha essência meramente humana de uma maneira tão forte e única que por segundos fiquei estática. Extasiada de uma felicidade quase infantil.
Sorriso na cara e esperança no coração.
Boa maneira de começar a tarde...!
16 fevereiro, 2011
Storm
Hoje chovi. E o que restou, ficou tão leve quanto possível.
Talvez até demais, mas não o saberei agora. Só amanhã.
Hoje chovi. Torrencialmente no tempo parado.
Não sei quanto tempo passou ou quanto tempo fiquei ali.
Mas sei que foi o suficiente para me reencontrar com o centro há muito perdido.
Definitivamente? Não sei...Só o tempo o dirá.
Nestas palavras que escuto religiosamente, já encontrei consolo.
Já encontrei felicidade, já encontrei sentido, sentimentos.
Já vi tristeza e mágoa pura e já vi a esperança mais clara que alguma vez presenciei.
E agora, quando as volto a procurar, elas não me atraiçoam.
Ficam e não arredam pé até causar algo, nem que seja uma pequena mudança em mim.
Nem que seja o início de uma tempestade suave, dentro de mim.
Hoje chovi sem parar, até não haver mais água no meu corpo.
Fui, vim e voltei lá só para te ver. Mas não te encontrei.
Faltavas tu, no teu lugar, como sempre, atrasado.
E eu, cansada do aborrecimento que esperar causa. Cansada do tempo,
Contemplo
esta lua pensativa que me faz querer viver.
Que me percebe como ninguém.
Estas palavras, sempre elas que me devolvem ao caminho certo.
São sempre elas a estabilidade que há em mim. São sempre constantes.
Não interessa que o clima mude, que o ambiente à minha volta mude.
Elas estão sempre cá para me dar aquilo que eu preciso.
Aquilo que eu quero, embora não o saiba. Ainda.
Vi o tempo a mudar mas fiquei no mesmo lugar, impassível.
Hoje chovi sem fim, até me esgotar.
Até eu acabar.
Chovi porque sabia, lá no fundo, que precisava disto.
Sabia que necessitava de algo que me fizesse despertar.
Que me permitisse saber que a dormência tinha acabado finalmente.
Hoje chovi! E isso soube tão bem! O ar ficou mais leve, a beleza natural cresceu
e eu, parei no tempo, completamente.
"Porque eu não conto o tempo que passa, apenas o que falta."
13 fevereiro, 2011
Viajar! Perder países!
«Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.»
Fernando Pessoa
Muralhas
Estou inquieta.
Não consigo dormir nem consigo ter um segundo da minha cabeça ocupado com algo que não sejas tu ou a aura que te rodeia.
Ultimamente, estou neste meio termo. Neste espaço entre dois mundos que ainda não é algo, mas que também não chega a ser nada.
Estou presa neste jardim de eucaliptos que me lembram apenas da minha curta e breve vida.
Não quero estar noutro lado qualquer, porque é aqui que tu habitas.
Mas se me viessem salvar, eu não poderia dizer que não. Sabes bem que não...
Sinto-me culpada se fico, sinto-me egoísta se vou. Nenhuma das duas me parece agradar, mas também não há nenhuma escolha a ser feita.
Estou aqui presa, mas sem pressa. Estou aqui presa, mas sem local para ir.
Fico aqui, na esperança de ser feliz. De sentir algo mais do que vazio, que todos os dias, incessantemente, me diz o que eu devia sentir. Ou o que não devia.
E come-me as entranhas, lentamente. O sofrimento prolonga-se e eu tento, em vão, acabar com ele, para que não reste dor aqui.
A chuva vem (ou talvez não) e eu tento, já sem réstia de dúvidas, lavar o meu ego destruído.
Mas a chuva não o lava...Acho que nunca lavou.
Aqui só resto eu e a memória viva de ti, aqui a meu lado. Que me olha nos olhos e me mostra que o sofrimento nunca irá acabar.
Que me dá a mão só para me fazer perceber quão mortal eu sou.
Que me empurra, ou para um lado, ou para o outro, só para me fazer escolher um caminho. Para deixar este impasse, este não-local que pode ou não existir na realidade. Que me prende aqui, sugando-me as forças.
E eu, escolho-o por fim.
Não consigo dormir nem consigo ter um segundo da minha cabeça ocupado com algo que não sejas tu ou a aura que te rodeia.
Ultimamente, estou neste meio termo. Neste espaço entre dois mundos que ainda não é algo, mas que também não chega a ser nada.
Estou presa neste jardim de eucaliptos que me lembram apenas da minha curta e breve vida.
Não quero estar noutro lado qualquer, porque é aqui que tu habitas.
Mas se me viessem salvar, eu não poderia dizer que não. Sabes bem que não...
Sinto-me culpada se fico, sinto-me egoísta se vou. Nenhuma das duas me parece agradar, mas também não há nenhuma escolha a ser feita.
Estou aqui presa, mas sem pressa. Estou aqui presa, mas sem local para ir.
Fico aqui, na esperança de ser feliz. De sentir algo mais do que vazio, que todos os dias, incessantemente, me diz o que eu devia sentir. Ou o que não devia.
E come-me as entranhas, lentamente. O sofrimento prolonga-se e eu tento, em vão, acabar com ele, para que não reste dor aqui.
A chuva vem (ou talvez não) e eu tento, já sem réstia de dúvidas, lavar o meu ego destruído.
Mas a chuva não o lava...Acho que nunca lavou.
Aqui só resto eu e a memória viva de ti, aqui a meu lado. Que me olha nos olhos e me mostra que o sofrimento nunca irá acabar.
Que me dá a mão só para me fazer perceber quão mortal eu sou.
Que me empurra, ou para um lado, ou para o outro, só para me fazer escolher um caminho. Para deixar este impasse, este não-local que pode ou não existir na realidade. Que me prende aqui, sugando-me as forças.
E eu, escolho-o por fim.
Subscrever:
Mensagens (Atom)