Algures no horizonte, existe um sítio.
Um sítio onde nunca ninguém foi.
É tão distante que só alguém que se
Perca, consegue lá chegar.
É lá que todos queremos estar, onde nunca
Há infelicidade.
É lá onde quero chegar quando estou sozinha,
É o meu mundo, o meu templo.
Esse sítio é desabitado, e só existe na minha cabeça.
É um sítio sobre o qual eu sonho, onde o sol nunca
Se põe.
Será que poderei lá chegar?
08 dezembro, 2008
19 setembro, 2008
Tempestade

Nuvens negras aproximam-se.
Preenchem o céu por completo.
Vem aí a tempestade, e nos dias
Que correm, já ninguém tem tempo
Ou paciência para contemplar o céu.
Sei que depois virá a bonança, até lá
Espero ansiosamente. Espero num dilema,
Entre o ‘bem e o mal’, apreciando mau tempo
E ao mesmo tempo esperando o bom.
Tempestades todos temos, precisamos é de tirar
O melhor delas.
21 agosto, 2008
Despertar
Vivo num mundo sem sonhos.
São sonhos ou pesadelos,
Que não o são realmente.
São cinzentos, monótonos…
Vivo nesse mundo porque não
Tenho escolha, porque não posso
Escolher o seu fim.
Corro, no meu sonho. Corro sem parar.
Corro com todas as minhas forças, corro
Até não poder mais.
Corro para nada, e para o nada. Corro,
Porque posso, sendo a única coisa que
Posso controlar.
E subitamente, acordo.
São sonhos ou pesadelos,
Que não o são realmente.
São cinzentos, monótonos…
Vivo nesse mundo porque não
Tenho escolha, porque não posso
Escolher o seu fim.
Corro, no meu sonho. Corro sem parar.
Corro com todas as minhas forças, corro
Até não poder mais.
Corro para nada, e para o nada. Corro,
Porque posso, sendo a única coisa que
Posso controlar.
E subitamente, acordo.
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