21 agosto, 2008

Despertar

Vivo num mundo sem sonhos.
São sonhos ou pesadelos,
Que não o são realmente.
São cinzentos, monótonos…
Vivo nesse mundo porque não
Tenho escolha, porque não posso
Escolher o seu fim.
Corro, no meu sonho. Corro sem parar.
Corro com todas as minhas forças, corro
Até não poder mais.
Corro para nada, e para o nada. Corro,
Porque posso, sendo a única coisa que
Posso controlar.
E subitamente, acordo.

2 comentários:

Diogo Garcia disse...

Adoro este poema,se não fosses minha irmã fazia copy\paste e colocava no meu blog(elogio). Muito bonito.

simples-mente disse...

Joaninha deixa-me que te diga que AMEI este poema ;) Está espetacularmente bem escrito e tem o ritmo todo necessário para que um poema funcione. Já vi que a habilidade para escrever poemas corre nas veias, é ADN.

Continua =)*