Sobes ao palco. Agora é o teu momento.
Dizes tudo, dizes nada, dizer qualquer coisa.
Então nesse momento, a tua sombra trai-te. Logo a tua sombra!
Começas a diminuir, a desvanecer até desaparecer.
E assim outra face tua aparece. Ela grita: PORQUÊ?
Ninguém te responde. Talvez porque não saibam a resposta,
Ou talvez porque te quererem manter na ignorância.
Diminuis outra vez, e uma nova face aparece.
Desta vez ela pergunta:QUAL É A RAZÃO?
Eles ignoram-te por completo.
Ficam só ali a olhar para ti, a sorrir serenamente.
Desces do palco diriges-te à plateia e gritas-lhes aos ouvidos:
Eu sei que me ouvem!
Abana-los, esbofeteia-los. A passividade perturba-te de uma
Maneira incrível. Como é possível serem assim?
Deixarem-se ficar...Tens de sair daí, estás a sufocar.
Podias dizer coisas atrozes, mesmo assim eles não pestanejariam, sequer.
Decides que não vale a pena gastares o teu precioso tempo. Não com essas pessoas. Essas pessoas que te desiludem uma, duas, três vezes. Decides que não são dignos de tentares mais uma vez.
Dás meia volta e vais-te embora.
Não és do género de pessoa que se afasta, que vira costas ao problemas, mas nesse caso tem de ser assim.
Tem de ser assim!
01 setembro, 2009
22 agosto, 2009
No Topo do Mundo
Experimenta subir a um monte.
Grita bem alto e ouve o que o teu
Eco te responde.
Respondeu o que querias ouvir?
Respondeu o que querias saber?
Olhas em frente, e vês vazio.
Sentas-te a apreciá-lo. Nem que seja uma ponte,
uma estrada, prédios, carros...
Sentas-te e ouves o silêncio.
Ouves o vento e as árvores.
Ouves tudo isso e ainda consegues ouvir a tua voz interior.
Fechas os olhos. Deixas que tudo te passe ao lado.
Estás aí em cima, no topo do mundo. Nada te pode perturbar.
Estás plenamente feliz, livre.
Não sentes mais nada.
Não deixas que nada te estrague o momento.
À tua volta as formigas continuam a trabalhar.
As abelhas continuam a tirar o polén às flores;
O mundo continua a girar.
Mas não importa, porque tu, estás no topo do mundo.
Grita bem alto e ouve o que o teu
Eco te responde.
Respondeu o que querias ouvir?
Respondeu o que querias saber?
Olhas em frente, e vês vazio.
Sentas-te a apreciá-lo. Nem que seja uma ponte,
uma estrada, prédios, carros...
Sentas-te e ouves o silêncio.
Ouves o vento e as árvores.
Ouves tudo isso e ainda consegues ouvir a tua voz interior.
Fechas os olhos. Deixas que tudo te passe ao lado.
Estás aí em cima, no topo do mundo. Nada te pode perturbar.
Estás plenamente feliz, livre.
Não sentes mais nada.
Não deixas que nada te estrague o momento.
À tua volta as formigas continuam a trabalhar.
As abelhas continuam a tirar o polén às flores;
O mundo continua a girar.
Mas não importa, porque tu, estás no topo do mundo.
The Crown
Já ouço os tambores.
Está na hora de tomares a tua decisão.
Não te apresses. É algo importante.
Tens de ter muito em conta.
Será que vais fazer a escolha certa?
Já ouço os tambores.
Está na hora de te levantares.
De te ergueres perante uma plateia enorme.
Para comunicares o que decidiste.
A partir daí, tudo vai mudar.
Será que vais ter arrependimentos?
Já ouço os tambores.
Está na altura de falares.
Olhas para a multidão à tua volta.
Quase podemos sentir o teu medo, nos teus olhos.
Sabes que tens algo a dizer.
Mas também sabes o que todos eles pensam.
Pensam que tens muito de nada para dizer.
Por que razão estão aí a ouvir-te? Pensas tu.
Não querem saber o que dizes...
Então aí percebes.
Que os tambores já estão a tocar.
É a tua hora de liderar. Mesmo que te obedeçam cegamente,
são o teu povo.
E o que vos separa, por pouco, são os tambores.
São tocados somente para ti. Para conduzires, para reinares.
Está na hora de tomares a tua decisão.
Não te apresses. É algo importante.
Tens de ter muito em conta.
Será que vais fazer a escolha certa?
Já ouço os tambores.
Está na hora de te levantares.
De te ergueres perante uma plateia enorme.
Para comunicares o que decidiste.
A partir daí, tudo vai mudar.
Será que vais ter arrependimentos?
Já ouço os tambores.
Está na altura de falares.
Olhas para a multidão à tua volta.
Quase podemos sentir o teu medo, nos teus olhos.
Sabes que tens algo a dizer.
Mas também sabes o que todos eles pensam.
Pensam que tens muito de nada para dizer.
Por que razão estão aí a ouvir-te? Pensas tu.
Não querem saber o que dizes...
Então aí percebes.
Que os tambores já estão a tocar.
É a tua hora de liderar. Mesmo que te obedeçam cegamente,
são o teu povo.
E o que vos separa, por pouco, são os tambores.
São tocados somente para ti. Para conduzires, para reinares.
07 junho, 2009
Na Linha Do Horizonte
Na linha do horizonte é onde está tudo…
É onde há vida, onde há fim e início.
Começam-se ciclos e acabam-se, sem fim.
É lá que tu esperas impacientemente por mim,
E é onde eu pretendo chegar, para chegar a ti.
Mantenho o meu olhar no horizonte porque é a
Melhor, a única maneira de te imaginar, lá, naquele lugar
À espera, contemplando o horizonte que em si é tudo.
Sei que me ouves, sei que me sentes, sei que me respiras,
Mas será que pensas em mim? Da maneira como eu penso em ti.
Da maneira como me afogo em ti, da maneira em que fecho os olhos
Com tanta força que me transporto para o sítio onde estás.
Atrás da linha do horizonte é onde estás, aguardando sem fim, mas será
Que pensas em mim? Mesmo quando te puder vislumbrar, será que me
Vais ver, a mim?
É onde há vida, onde há fim e início.
Começam-se ciclos e acabam-se, sem fim.
É lá que tu esperas impacientemente por mim,
E é onde eu pretendo chegar, para chegar a ti.
Mantenho o meu olhar no horizonte porque é a
Melhor, a única maneira de te imaginar, lá, naquele lugar
À espera, contemplando o horizonte que em si é tudo.
Sei que me ouves, sei que me sentes, sei que me respiras,
Mas será que pensas em mim? Da maneira como eu penso em ti.
Da maneira como me afogo em ti, da maneira em que fecho os olhos
Com tanta força que me transporto para o sítio onde estás.
Atrás da linha do horizonte é onde estás, aguardando sem fim, mas será
Que pensas em mim? Mesmo quando te puder vislumbrar, será que me
Vais ver, a mim?
17 maio, 2009
Anjos ou Demónios?

Já imaginaram quantos segredos foram encobertos ao longo da história? Quantas vidas foram sacrificadas por "uma causa maior"?
Quantos de nós nunca saíram da escuridão que a humanidade reservou...Aonde é que o fanatismo pode levar? Quantas vidas tiveram de acabar, quantas consciências foram caladas por essa cegueira?
Aonde está a ténue linha que separa o certo do errado? Quando nos tornamos tão obcecados que esquecemos os meios e só pensamos em atingir os fins? Quando nem paramos para pensar no que estamos a fazer, para ver se já passámos o limite do aceitável?
Quantas respostas guardam as portas seladas do Vaticano, tão impenetráveis e no entanto tão corrompidas...
Porque temos de nos lembrar dos nossos Anjos e Demónios; aqueles que vivem em nós. Aqueles que nos lembram que no fim de contas, por mais nobre que seja a nossa causa, há coisas que não valem a pena serem sacrificadas...Que nos lembram que no fim de contas, o que interessa é tomarmos a decisão certa e escolhermos o lado do "bem".
28 abril, 2009
Post Scriptum
Para todas as palavras
Que ficaram por dizer;
Para todos os sentimentos
Que acabaram por não brotar,
Como uma rosa que anseia
Por desabrochar, e no fim
É levada pelo vento;
Pelos quilómetros que
Separam o deserto do mar;
Pelas feridas que acabaram
Ou não, por sarar;
Pelo vento que passou por nós,
Pelo tempo perdido e pela música
Que se criou através das memórias.
Por tudo isso, aqui deixo um post scriptum.
Que ficaram por dizer;
Para todos os sentimentos
Que acabaram por não brotar,
Como uma rosa que anseia
Por desabrochar, e no fim
É levada pelo vento;
Pelos quilómetros que
Separam o deserto do mar;
Pelas feridas que acabaram
Ou não, por sarar;
Pelo vento que passou por nós,
Pelo tempo perdido e pela música
Que se criou através das memórias.
Por tudo isso, aqui deixo um post scriptum.
08 dezembro, 2008
Fronteira do Sonho
Algures no horizonte, existe um sítio.
Um sítio onde nunca ninguém foi.
É tão distante que só alguém que se
Perca, consegue lá chegar.
É lá que todos queremos estar, onde nunca
Há infelicidade.
É lá onde quero chegar quando estou sozinha,
É o meu mundo, o meu templo.
Esse sítio é desabitado, e só existe na minha cabeça.
É um sítio sobre o qual eu sonho, onde o sol nunca
Se põe.
Será que poderei lá chegar?
Um sítio onde nunca ninguém foi.
É tão distante que só alguém que se
Perca, consegue lá chegar.
É lá que todos queremos estar, onde nunca
Há infelicidade.
É lá onde quero chegar quando estou sozinha,
É o meu mundo, o meu templo.
Esse sítio é desabitado, e só existe na minha cabeça.
É um sítio sobre o qual eu sonho, onde o sol nunca
Se põe.
Será que poderei lá chegar?
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